A briga entre Ogro e a Serpente (Ou: Compilando o Python-Ogre no linux)

Aproveitando para fazer o primeiro anúncio semi-oficial, estou desenvolvendo (junto com o Nuno Rasseli) o Tampycross (confira algumas imagens ao final desse post), um jogo de corrida de tampinhas escrito na linguagem de programação Python e usando o OGRE como biblioteca gráfica. Sendo assim, usamos, desde o ano passado, a pyogre, uma versão do Ogre para Python…

O problema é que o Clay (acho que é esse o nome do sujeito), criador do pyogre, parou de desenvolvê-la e, aparentemente, ele era o único com conhecimento suficiente para tocar aquele projeto dentro da comunidade Ogre. Sendo assim, ficamos órfãos, já que a última versão do pyogre era para a versão 1.0.6 da Ogre (hoje na versão 1.4.1). Pior ainda: No começo desse ano, o página do projeto pyogre na BerliOS foi totalmente apagada dos registros do site. Sendo assim, não temos mais acesso ao código fonte da biblioteca.

Por sorte, um bando de programadores malucos :D iniciou, no ano passado, um esforço para a geração automática de código para o python-ogre, uma nova página na história das versões da Ogre para Python. Desde que vi o projeto pela primeira vez, ainda na versão 0.6, me adicionei à lista de discussão, mas, devido aos inúmeros problemas de compilação da biblioteca no linux (os desenvolvedores se focaram principalmente no Windows no primeiro momento), fiquei inativo até a versão 1.0RC1.

Quando aconteceu a fatalidade da exclusão do projeto pyogre, nos vimos obrigados a migrar para o python-ogre (coisa que eu já queria fazer). O problema de compilação no linux ainda existia, no entanto, Andy Miller publicou um script que mostrava quais os passos básicos para compilar o python-ogre no linux. A partir dele, escrevi uma nova versão que automatizava um pouco mais o processo e que era menos dependente da distribuição Linux usada. O script foi usado e, depois de muitos testes e falhas de compilação, tenho o Python-Ogre rodando, funcionando e com performance melhor.

Os únicos problemas são:

  • A biblioteca compartilhada possui nada menos que 47MB (com stripping de símbolos, antes disso, 70MB), meio grande.
  • Eu, em minha infinita inteligência, apaguei minha instalação do python-ogre — o que me obriga a compilar tudo denovo. :D

Alguns Screenshots do Tampycross

Thumbnail de uma Tampinha
Thumbnail de uma Tampinha

Mais em http://flickr.com/photos/trovao/sets/72157600250532299/

Nota: Minha conversão de “Python” para “Serpente” se deve à primeira definição de “Python” encontrada em The Collaborative International Dictionary of English v.0.48 e, obviamente, me refiro à linguagem de programação. Eis a definição como encontrada no dict.org:

Python Py"thon, n. [NL., fr. L. Python the serpent slain near     Delphi by Apollo, Gr. ?.]     1. (Zool.) Any species of very large snakes of the genus

Python, and allied genera, of the family Pythonid[ae].

They are nearly allied to the boas. Called also rock snake.

[1913 Webster] Note: The pythons have small pelvic bones, or anal spurs, two
rows of subcaudal scales, and pitted labials.
They are found in Africa, Asia, and the East Indies.

Uma resposta para

  1. Gravatar vinícius diz:

    Legal o seu site e projeto! :)

    Estou iniciando meus estudos em Python e estou arriscando pequenos mini-games 2D com Pygame. Gostei de ver projetos de jogos por brasileiros usando esse linguagem que pretendo me dedicar a conhecer legal.

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