Uma calúnia gravíssima contra os sacerdotes no Brasil
Como sempre, o buraco é mais em baixo.
Texto retirado da agência de notícias ZENIT:
BRASÍLIA, sexta-feira, 16 de dezembro de 2005 (ZENIT.org).- Como uma afirmação caluniosa e carente de todo fundamento, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o cardeal Geraldo Majella Agnello, arcebispo de São Salvador da Bahia, qualifica a informação difundida pela revista «ISTO É» que assinalava que 1.700 sacerdotes desse país estão comprometidos em abusos sexuais.
A reportagem foi recolhida em forma destacada por importantes meios de comunicação de todo o mundo.
«Esta gravíssima afirmação que se publica como algo seguro é uma afirmação caluniosa além de que carece de todo fundamento», afirma o purpurado.
«Será que a revista e/ou o autor da reportagem desconhece o que é um “crime sexual”, e o que é uma figura jurídica prevista no Código Penal? Afirmar em uma revista como “ISTO É” que 10% do clero católico do Brasil estão comprometidos em “crimes sexuais”, sem uma devida comprovação, constitui um delito estabelecido nas leis do país», assinala o cardeal em carta dirigida ao diretor da revista.
«Em nome dos bispos e presbíteros da Igreja do Brasil –agrega– solicito à direção de sua revista que revise estas afirmações, suas fontes, assim como a qualidade e responsabilidade dessas mesmas informações. Se isto não pode ser feito –o que estou seguro será o caso–, que o desminta publicamente, pois do contrário esta mentira passará a ser indefinidamente repetida pelos meios de comunicação e acreditada por todo o povo, trazendo um enorme prejuízo aos milhares de sacerdotes que de ponta a ponta do país prestam um inestimável serviço religioso e social ao povo do Brasil».
ZP05121608
Daí temos o direito a defesa da Igreja sendo usado. Para a revista IstoÉ, esta é uma boa hora para provar seus argumentos ou, como dito acima, desmenti-los.
Por ser católico e ter um mínimo de bom senso, é no mínimo estranho encontrar dados como esses. A menos, é claro, que toda a “corrupção” do clero esteja bem longe do local onde vivo. Possível mas improvável. A julgar como andam a política e os meios de comunicação no Brasil, difícil é saber no que acreditar.
Eu prefiro acreditar que há bondade neste mundo, que ainda há esperança e que, olhando pelo lado bom, ainda é possível viver o céu na Terra, mas isso só depois que deixarmos de tratar os mandamentos divinos (ou a moral natural, na qual são baseados) como ordens e passarmos a vê-las como o “manual de instruções” do ser humano.
De qualquer forma, busquemos sempre a verdade!
17. Dezembro, 2005 em 23:38
Concordo…
Gostei dessa parada de manual de instruções.
18. Novembro, 2007 em 14:10
Sendo uma afirmação caluniosa, a Igreja deverá pedir retratação ou processa-los.
Responda-me
Aureo
9. Fevereiro, 2008 em 15:44
- E eu gostaria de saber qual foi a atitude da redação da ISTOÉ e quais as medidas tomadas pela Igreja em caso de n~]ao retratação da revista.
24. Fevereiro, 2008 em 18:37
Provavelmente uma retratação foi solicitada. No entanto, dada a idade desse artigo, eu não me lembro bem qual foi o resultado disso.
Provavelmente a agência de informações ZENIT tenha mais informações sobre isso.
24. Fevereiro, 2008 em 18:38
Cujo endereço é http://www.zenit.org/index.php?l=portuguese